quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Super Maratona Enem


A super maratona enem que vai ocorrer nesse domingo (28/28/2011) é uma oportunidade para vestibulandos e alunos da 3ª série. Trata-se de uma versão compacta do enem composta de 90 questões + redação.

A inscrição é gratuita e deve ser feita no site:
http://www.supermaratonaenem.com.br/




A Crise é o Capitalismo


Quando milhares de [jovens] indignados, [que ocuparam as praças da Espanha], tiram de foco a “crise” e atacam diretamente o sistema que produz tantos desarranjos, estão sustentando algo importante. Querem dizer que é preciso ir à raiz dos problemas, olhar para suas causas. Porque se elas persistirem, continuarão produzindo as mesmas consequências.

Mas de que sistema falamos? Muitos diriam capitalismo, mais é algo pouco útil: há muitos capitalismos. Precisamos analisar o que vivemos como crise para entender que não se trata de uma patologia do sistema, mas do resultado deste capitalismo. Além disso, a critica se estende à gestão política. E surge no contexto de uma Europa desequilibrada por um sistema financeiro destrutivo que provoca a crise do euro e suscita a desunião europeia.

Nas ultimas décadas, constituiu-se um capitalismo global, dominado por instituições financeiras (os bancos são apenas uma parte) que vivem de produzir dívida e ganhar com ela. Para aumentar seus lucros, as instituições financeiras criam capital virtual por meio dos chamados “derivativos” [ou, basicamente, apostas na evolução futura de todo tipo de preço]. Emprestam umas às outras, aumentando o capital circulante e, portanto, os juros [e comissões] a receber. Em média, os bancos dispõem, nos Estados Unidos ou na Europa, de apenas 3% do capital que devem ao público. Se este percentual chega a 5%, são considerados solventes, [em boa saúde financeira]. Enquanto isso, 95% [do dinheiro dos depositantes] não está disponível: alimenta incessantemente operações que envolvem múltiplos credores e devedores, que estabelecem relações num mercado volátil, em grande parte desregulado.

Diz-se que umas transações compensam umas às outras e o risco se dilui. Para cobrir os riscos, há os seguros – mas as seguradoras também emprestam o capital que deveriam reservar para fazer frente a sinistros. Ainda assim, permanecem tranquilos, porque supõem que, em ultima estancia, o Estado (ou seja, nós) vai salvá-los das dívidas – desde que sejam grandes o suficiente [para ameaçar toda a economia]… O efeito perverso deste sistema, operado por redes de computadores mediadas por modelos matemáticos sofisticados, é: quanto menos garantias tiverem, mais rentáveis (para as instituições financeiras e seus dirigentes) as operações serão. E aqui entra outro fator: o modelo consumista que busca o sentido da vida comprando-a em prestações….

Como o maior investimento das pessoas são suas próprias casas, o mercado hipotecário (alimentado por juros reais negativos) criou um paraíso artificial. Estimulou uma industria imobiliária especulativa e desmesurada, predadora do meio ambiente, que se alimenta de trabalhadores imigrantes e dinheiro emprestado a baixo custo. Diante de tal facilidade, poucos empreendedores apostaram em inovações. Mesmo empresas de desenvolvimento tecnológico, grandes ou pequenas, passaram a buscar a autovalorização no mercado financeiro, ao invés de inovar. O que importava não eram as habilidades e virtudes da empresa, mas seu valor no mercado de capitais. O que muitos “inovadores” desejavam, na verdade, é que sua empresa fosse comprada por uma maior. A chave desta piramide especulativa era o entrelaçamento de toda essa divida: os passivos se convertiam em ativos para garantir outros empréstimos. Quando os empréstimos não puderam mais ser pagos, começou a insolvência de empresas e pessoas. As quebras propagaram-se em cadeia, até chegar no coração do sistema: as grandes seguradoras.

Diante do perigo do colapso de todo o sistema, os governos salvaram bancos e demais instituições financeiras.

Quando secou o credito às empresas, a crise financeira converteu-se em crise industrial e de emprego. Os governos assumiram o custo de evitar o desemprego em massa e tentar reanimar a economia moribunda. Como pagar a conta? Aumentar os impostos não dá votos. Por isso, recorreram aos próprios mercados financeiros, aumentando sua já elevada dívida pública. Quanto mais especulativas eram as economias (Grécia, Irlanda, Portugal, Itália, Espanha) e quanto mais os governos pensavam apenas no curto prazo, maior eram o gasto público e o aumento da dívida. Como ela estava lastreada por uma modea forte – o euro –, os mercados continuaram emprestando. Contavam com a força e o crédito da União Europeia. O resultado foi uma crise financeira de vários Estados, ameaçados de falência. Esta crise fiscal converteu-se, em seguida, numa nova crise financeira: porque colocou em perigo o euro e aumentou o risco de países suspeitos de futura insolvência.

Mas quem quebraria, se fossem à falência os países em condições financeiras mais precárias, eram os bancos alemães e franceses. Para salvar tais bancos, era, portanto, preciso resgatar os países devedores. A condição foi impor cortes nos gastos dos Estados e a redução de empregos em empresas e no setor público. Muitos países – incluindo a Espanha – perderam sua soberania econômica. Assim chegaram as ondas de demissões, o aumento do desemprego, a redução de salários e os cortes nos serviços sociais. Coexistem com lucros recordes para o setor financeiro. Claro que alguns bancos perderam muito, e terão de sofrer intervenção do Estado – para serem, em seguida, reprivatizados. Por isso, os “indignados” afirmam que o sistema não está em crise. O capital financeiro continua ganhando, e transfere os prejuízos à sociedade e aos Estados. Assim se disciplinam os sindicatos e os cidadãos. Assim, a crise das finanças torna-se crise política.

Por que a outra característica-chave do sistema não é econômica, mas política. Trata-se da ruptura do vinculo entre cidadão e governantes. “Não nos representam”, dizem muitos. Os partidos vivem entre si e para si. A classe política tornou-se uma casta que compartilha o interesse comum de manter o poder dividido entre si mesma, através de um mercado político-midiatico que se renova a cada quatro anos. Auto-absolvendo-se da corrupção e dos abusos, já que tem o poder de designar a cúpula do Poder Judiciário.

Protegido desta forma, o poder Político, pactua com os outros dois poderes: o Financeiro e o Midiático, que estão profundamente imbricados. Enquanto a dívida econômica puder ser rolada, e a comunicação controlada, as pessoas tocarão suas vidas passivamente. Esse é o sistema. Por isso, acreditavam-se invencíveis. Até que a surgiu a comunicação autônoma e as pessoas, juntas, perderam o medo e se indignaram. Adonde ván? Cada um tem sua ideia, mas há temas em comuns. Que os bancos paguem a crise. Controle sobre os políticos. Internet livre. Uma economia da criatividade e um modo de vida sustentável. E, sobretudo, reinventar a democracia, a partir de valores como participação, transparência e prestação de contas aos cidadãos. Porque como dizia um cartaz dos indignados: “Não é que estamos em crise. Es que ya no te quiero”.

Manuel Castells: "Diante da novas turbulências financeiras, é preciso propor grandes mudanças - entre elas, a reinvenção da democracia"

Vídeo sobre a Primavera àrabe

No link a seguir tem um vídeo postado hoje de manha pelo site UOL, que mostra a alegria dos rebeldes em dizer que estão livres de Gaddafi. Comemoram com tiros para o céu, arrancam e pisam na bandeira que representava a ditadura líbia.

A luta contra os "Ratos" e a Caça por Gaddafi


Como todos sabem o mundo árabe vem passando por uma série de conflitos desde o começo do ano. Acontece que à poucos instantes atrás o ditador Muamma Gaddafi liberou um novo vídeo no canal de televisão chamado Al- Orouba.

Como líder do Líbano, ele chama a população para lutar contra os supostos "ratos" que prejudicaram seu país, chamando até mesmo, mulheres e crianças para "purificar Trípoli".

Muamma também pediu para os seus defensores lutarem contra a intervenção estrangeira. Em pronunciamentos passados o ditador já disse : "Haverá milhares de mortos se os Eua ou a Otan intervirem na Líbia"

Ninguém sabe ao certo aonde Gaddafi está escondido, gerando uma certa curiosidade e revolta da população.

Gadaffi teria afirmado que ainda estava na capital,mas ninguém sabe ao certo aonde ele está escondido. A Otan vem colaborando com os rebeldes para encontrar o ditador. Essa busca incansável chegou ao ponto do CTN (orgão político dos rebeldes líbios) oferecerem recompensa de mais de um milhão e meio de dólares para quemo encontrasse, vivo ou morto.

O ministro britânico afirmou para a Sky news que a Otan está dando recursos intelectuais e de reconhecimento ao conselho nacional de transição Líbio para ajudar a encontrar Gaddafi.

A seguir, segue a declaração feita pelo ministro:

" A Otan esteve ontem anoite mais ativa do que nos últimos dias, e o Reino Unido estava entre os países que participaram das operações contra os vestígios do regime (de Gaddafi)"

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Ricardo Teixeira é envolvido em escândalo de propina


Documentos foram obtidos pela Agência Estado de uma corte na Suíça confirmando que cartolas da Fifa confessaram que receberam dinheriro na década de 90. Essa informacao foi revelada em audiências diante do juiz da cidade de Zug, em um caso fechado no ano passado. Os envolvidos no caso negam envolvimento criminal mas infelizmente não negaram ter recebido o dinheiro. A corte não publica os nomes devido a um acordo que houve no encerramento do processo

            Acontece que essa informação não conseguiu ficar debaixo dos panos por muito tempo, a BBC anunciou que os envolvidos nesse episodio seriam o Ricardo Teixeira, presidente da CBF, e o ex-presidente da FIFA, João Havelange. De acordo com a BBC, eles fecharam um acordo para impedir a publicação dos seus nomes. 

            A Fifa se recusa a comentar o caso, alegando que o caso já está encerrado. De acordo com o site http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/escandalo-de-propina-envolve-ricardo-teixeira/182303 há dez anos, a Justiça suíça decidiu abrir investigações para determinar a causa da falência da ISL, empresa de marketing da Fifa, e descobriu que parte do dinheiro que passava pela empresa tinha como função o pagamento de subornos. Nos documentos do processo, executivos da ISL também confirmaram que haviam feito os pagamentos para garantir contratos de marketing e para as Copas do Mundo. Nos anos 90, porém, receber subornos não era crime na Suíça e, por isso, o documento do tribunal insiste que "os acusados negam responsabilidade criminal".

            Em 2002, Thomas Bauer, responsável pela liquidação da ISL, resolveu averiguar a veracidade dos fatos, e constatou que existia mesmo o pagamento da propina, consequentemente ele comunicou 20 membros da FIFA para devolverem o dinheiro e no final de tudo foi tudo acertado em um acordo. Os envolvidos pagaram US$ 2,5 milhões e o caso foi encerrado.

            Depois de um tempo, o MP Suíço decidiu avaliar justamente os recipientes do dinheiro, baseado nos documentos que já haviam sido levantados nos dois últimos casos. Em junho de 2010, a Corte de Zug finalmente chegou à conclusão que as propinas existiram.

            O que nos leva a seguinte pergunta: que direito essas pessoas tem de aceitar propina, mesmo eles sabendo que isso é errado? Tudo isso gera uma série de duvidas a respeito da credibilidade dessa organização.Mas do ponto de vista filosófico, essa é uma questão muito simples, se isso não é permitido por lei, e nenhum cidadão pode fazê-lo, por que eles fazem? Entao como uma conclusão, se a sociedade não pode, esses representantes também não podem.Infelizmente, essas pessoas têm influências suficiente para colocar essa situação debaixo dos panos e acalmar tudo, e é nosso dever não permitir isso e punir os indivíduos de acordo com a lei.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Fenômeno Lã Nina e divisão do Estado do Pará



Fenômeno La Niña deve desaparecer até junho
(06/06/2011)

NOVA YORK (Reuters) - O fenômeno climático La Niña, que foi o pior em uma década e visto como responsável pelas enchentes devastadoras na Austrália, deve desaparecer completamente até junho, informou nesta quinta-feira o Centro de Previsão Climática (CPC) dos Estados Unidos.

"A maioria dos modelos (climáticos computadorizados) preveem o retorno às.. (condições) neutras" até o verão do hemisfério norte, disse o CPC, divisão da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA, em seu comunicado mensal.
O La Niña, irmã menor do fenômeno El Niño, é o resfriamento anômalo das águas do oceano Pacífico Equatorial e é responsável por grandes mudanças climáticas na região da Ásia-Pacífico.

O El Niño produz o efeito oposto, mas pode ser igualmente devastador. O La Niña de 2010/11 foi um dos mais fortes da última década.
Este La Niña foi culpado pelas secas no sul e sudoeste dos Estados Unidos, que afetou as safras de produtos agrícolas como trigo e outros grãos.

A agência climática da Austrália disse na semana passada que o La Niña estava perdendo força, e "o risco de que o fenômeno possa se retomar" foi reduzido.
Caso o La Niña continuasse no verão do hemisfério norte, provocaria mais tempestades na bacia do Atlântico e do Caribe, ameaçando plataformas de petróleo no Golfo do México.

http://www.globo.com.br/ (Reportagem de Rene Pastor)


 Divisão do Estado do Pará 


A grande extensão territorial do Pará tem sido um dos argumentos utilizados para uma divisão desse território e a consequente formação de dois novos estados, além do atual Pará: Tapajós e Carajás. Os defensores desse projeto alegam que em razão da extensão paraense, as políticas públicas não são realizadas com eficácia, e a redução dessa área proporcionaria administrações mais eficientes.

Outros estados brasileiros foram criados através da divisão de uma unidade federativa, como, por exemplo, o Tocantins (divisão de Goiás) e Mato Grosso do Sul (fragmentação do Mato Grosso).

Caso seja concretizada a fragmentação do território paraense, o estado de Carajás, localizado na porção sudeste, terá 285.000 quilômetros quadrados, cuja capital será a cidade de Marabá. A população dessa região é de aproximadamente 1,3 milhão de habitantes. Essa região apresenta grande riqueza mineral (minério de ferro), além do desenvolvimento da pecuária.

O estado de Tapajós, por sua vez, terá 722.000 quilômetros quadrados, sendo, portanto, o mais extenso. Apesar de compreender a maior área do Pará, essa região é a menos populosa: cerca de 1 milhão de habitantes. Sua capital será a cidade de Santarém. Essa região apresenta pouco desenvolvimento econômico, composta por grandes áreas preservadas e muitos rios.

Restariam cerca de 240.689 quilômetros quadrados para o estado do Pará, sua população seria reduzida para aproximadamente 5,2 milhões de habitantes.
Opositores a essa divisão argumentam que esse processo geraria gastos desnecessários para a União e que essa proposta é uma estratégia política, pois 3 novos cargos de senadores e 8 de deputados seriam proporcionados para cada um desses novos estados.
Outro aspecto negativo alegado refere-se à economia dessas novas unidades federativas, visto que a região de Tapajós possui grandes áreas florestais, sendo proibido o desmatamento, além de reservas indígenas e áreas de conservação integral. No entanto, os defensores dessa divisão alegam que Tapajós possui grande potencial econômico, através da expansão da fronteira agrícola.

Caso seja aprovado o projeto de divisão do Pará, um plebiscito será organizado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TER) paraense. Essa votação está prevista para 2011, caso seja aprovada, o Pará não será afetado somente no espaço físico, mas também nos aspectos administrativos e socioeconômicos.


Vídeo: História das Coisas - Annie Leonard


Qual a origem dos produtos que compramos e para onde vão quando os descartamos?

Annie Leonard, crítica o mercado de consumo, onde é o principal causador da exploração de recursos naturais como também extinção de florestas e animais! O sistema é linear, vai da extração á produção e posteriormente da distribuição e disposição (economia dos materiais), entretanto, essas etapas entram em crise porque vivemos em um planeta finito indefinidamente onde o sistema interage com o mundo real (sociedade, culturas, economias e meio ambiente). Na verdade, deveria haver um limite, pois as pessoas estão usando e abusando de recursos naturais, e cada vez mais descartando mercadorias e produtos relativamente novos, apenas pelo simples desejo de adquirir algo mais moderno influenciados pela mídia (propagandas) que induzem o consumismo em larga escala, sem necessidade.

Em relação á produção, a energia é usada para misturar reagentes químicos com naturais e transformar em produtos, como travesseiros, roupas, eletrônicos, etc. gerando conseqüências para a saúde, pois estamos em contato direto com esses objetos ‘contaminados’ (embora não haja precisão na quantidade de toxinas, sabe-se que há circulação destes no interior das indústrias). A produção em massa causa erosão e poluição no meio ambiente, mas garante a oferta constante de emprego para pessoas de baixa renda. As indústrias mantêm os preços baixos para a população continuar comprando seus produtos, sendo assim, garantem a movimentação do inventário (explorando trabalhadores e pagando pouco para seus funcionários) = Ciclo

A chamada Seta Dourada, é o coração do sistema capitalista, onde nós mesmos o mantemos através das compras. No EUA, 99% dos produtos são descartados em seis meses, como podemos administrar um planeta com tanto material jogado fora? A conseqüência de tudo isso, além das citadas no começo deste fichamento, são pessoas infelizes e fúteis, pois gastam mais horas no shopping do que com amigos e família. Todo lixo produzido vai para aterros sanitários ou são incinerados, mais de qualquer jeito degradam a natureza.

Isso tudo é um ciclo do qual parece não ter fim, entretanto, há uma saída lógica: começando pela reciclagem, reduziria o lixo mais não seria apenas o suficiente! Existem pessoas trabalhando em prol das floretas, dos direitos trabalhistas, do comércio solidário, do bloqueio aos aterros, lutando pelo governo para o povo, ou seja, a nação progredirá quando houver conscientização dos fatos, sustentabilidade, equidade e união para reivindicar e transformar esse ciclo em algo novo e melhor, onde não prejudique e nem desperdice absolutamente nada!

Texto de: Livia Lavorato